domingo, 28 de setembro de 2008

Editando no Irfranview




O exercício de edição de fotos no Irfraview não traz maiores complicações. Simples, inclusive, se recorrermos as explicações contidas nas aulas do Modulo 3 do curso “Introdução ao Jornalismo 2.0: Oportunidades e Desafios na Era Digital”. Ao redimensionarmos a segunda foto postada neste espaço, a mesma foi reduzida para o tamanho 480 x 360, sendo que o tamanho original era 640 x 480. As fotos referem-se a laboratórios de cursos de graduação da Universidade Federal de Alfenas (Unifal).

CPI decide recorrer à Justiça para ter acesso a documentos


Passados 60 dias de sua instauração, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), responsável pela investigação de um suposto esquema de propina envolvendo a prefeitura de Alfenas e o Grupo SIM (empresa que presta consultoria em gestão pública), decidiu, enfim, recorrer à Justiça para obter os documentos das investigações relativas a Operação De Volta a Paságarda, promovida pela Polícia Federal (PF). É a mesma operação que provocou o indiciamento do prefeito Pompilio Canavez (PT), candidato à reeleição e alvo das investigações na Câmara.

A decisão ocorre após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) revogar o segredo de Justiça do inquérito relacionado à Operação Pasárgada, da PF, que desmantelou um esquema de desvio de dinheiro do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Mais ainda: o pedido da CPI só foi feito há duas semanas das eleições, o que, na prática, afasta a possibilidade dos documentos chegarem aos vereadores antes do dia 5 de outubro. Desde julho, quando a CPI foi instaurada, os membros da Comissão já sabiam que os documentos eram sigilosos e só seriam liberados pela PF com autorização judicial.

A decisão de retardar a remessa dos documentos que apontam as supostas irregularidades revela uma queda de braço entre situação e oposição às vésperas das eleições municipais. De um lado, a bancada governista numa clara tentativa de barrar as informações até o período eleitoral. De outro, oposicionistas ávidos para ter acesso aos documentos e, claro, fazer uso em busca de votos.

A raposa e o galinheiro

Desde a formação da CPI, já pairava pelos corredores do Legislativo o cheiro de uma pizza quentinha e saborosa. Detalhe: o presidente da CPI é nada mais e nada menos que o líder do Governo na Câmara, o vereador Vagner Moraes (Guinho/PT), feroz defensor da atual gestão e aliado de longa data.

Não bastasse o defensor nº 1, o Governo ainda tem o relator da CPI: Renan Marques (PRTB). Outro aliado, cooptado no decorrer do mandato. O único integrante da CPI que foge ao controle petista é Arcanjo França (PP), parlamentar de pouca expressão e que ficou como 3º membro. É isso mesmo: a situação abocanhou a presidência e a relatoria.

O indiciamento do prefeito pela PF por suposta formação de quadrilha e fraude em licitações no final de junho caiu como um presente para a oposição. Um mês antes, o prefeito (e até então virtual candidato à reeleição) gozava de popularidade. Uma pesquisa, realizada pelo Data Tempo/CP2, publicada pelo jornal O Tempo, revelou que 68,41% dos entrevistados aprovavam a gestão petista.

A CPI era, nos planos da oposição, o caminho para jogar no ventilador todas as suspeitas de irregularidades investigadas pela Polícia Federal. Mesmo após as eleições, daí sem o mesmo vigor da oposição, é praticamente consenso que o resultado da CPI será levado para debaixo dos tapetes num relatório camarada, moldado pelo aliado Renan e com apoio do líder do Governo.

domingo, 21 de setembro de 2008

Busca na internet




Acima os cinco primeiros resultados de cada buscador
A busca do mesmo tema “cura de stress” nos seis sites de busca (Google, Yahoo, Radar Uol, MSN, Altavista, Clusty, Ask e DogPile), sugeridos no curso Introdução ao Jornalismo 2.0: Oportunidades e Desafios na Era Digital, revela uma surpreendente discrepância entre os resultados. Só para se ter uma idéia destas diferenças basta comparar os resultados da busca feita no Google e no Yahoo e perceberá que apenas um site (http://www.saudevidaonline.com.br/) aparece como resultado da busca nos dois sistemas. Os demais resultados são sempre diferentes.

Uma observação interessante é uma maior semelhança de resultados entre os buscadores do Ask, Clusty e DogPile. O mesmo ocorre entre os resultados obtido com a busca nos sites Google, Yahoo e Radar Uol. Os resultados do Altavista não foram localizados por nenhum dos demais buscadores, enquanto o MSN apresentou uma semelhança com Dogpile e Clusty. Confira, a seguir, algumas coincidências de resultados:

www.saudevidaonline.com.br aparece no Google, Yahoo e Radar Uol
palavoras.blogspot.com aparece no Yahoo e Radar Uol
www.cartunista.com.br aparece no Google e Radar Uol
br.mytrace.tv/video/iLyROoaft_zF.html aparece no Google e Radar Uol
www.youtube.com/watch?v=boXDKSYVIAQ aparece no Ask e Dogpile
caregiving.wordpress.com/caregiving/ aparece no Ask e Dogpile
www.ncura.edu/ aparece no Ask e Clusty
mystresscure.com aparece no Dogpile, clusty e MSN

RSS

O sistema RSS possibilita ao leitor/usuário maior praticidade e comodidade para acessar o conteúdo desejado, uma vez que dispensa a necessidade de abrir página por página dos sites preferidos. Uma das grandes vantagens oferecidas pelo sistema é propiciar ao leitor/usuário um acesso mais rápido ao conteúdo de vários sites e portais de sua preferência.

Há, de certa forma, uma inversão. O conteúdo vem automaticamente até o leitor através do sistema e não mais o contrário. A ferramenta é interessante para aqueles que necessitam ter conhecimento diariamente sobre notícias de editorias especificas. Desta forma, basta anexar previamente as editorias desejadas de vários sites pré-selecionados pelo leitor/usuário.

Embora possibilite vantagens, é possível questionar possíveis desvantagens com o aumento no uso da ferramenta, uma vez que o leitor/usuário perderá o hábito diário de buscar a notícia diretamente no site. Com isso, perde a possibilidade de encontrar “elementos surpresas” como, por exemplo, notícias inusitadas que fogem ao seu hábito de leitura devido a segmentação na escolha de temas e editorias.

sábado, 20 de setembro de 2008

Web 2.0, um passo revolucionário

A Web 2.0 representa um avanço importante para a comunicação social, especificamente para o jornalismo, tendo em vista que possibilita ao usuário transformar-se em agente ativo do processo de reprodução da notícia. É exatamente através da Web 2.0 que a internet transforma-se em elemento revolucionário na história da comunicação, possibilitando a interatividade e eliminando a figura do usuário como consumidor passivo da notícia, característica expressiva nos modelos tradicionais de transmissão do material informativo.

Ao permitir a participação do usuário como agente colaborador na construção de conteúdos, a internet encontra seu papel fundamental enquanto ferramenta de transformação social. Permitir ao usuário ser agente ativo possibilita aos sites e portais a busca pelo melhor conteúdo, à medida que permite a constante evolução do material postado. Ou seja, possibilita o aprimoramento do conteúdo. Não bastasse este aspecto inovador e essencial enquanto elemento transformador, a interatividade cria a valorização do usuário tornando-o o foco principal das ações. Desta forma, a fidelização do usuário - importante fonte de busca de informação - em relação a determinados sites e portais torna-se expressiva.

As experiências de sites que tornaram-se referência no meio virtual demonstra que a valorização do usuário enquanto foco central do novo modelo é, sem dúvida, uma das grandes descobertas da rede mundial de computadores na definição de seu papel. Os exemplos "You Tube" e "Wikipedia" representam, de certa forma, a dimensão de tal descoberta. De certa forma, o modelo anterior, denominado Web 1.0, representa nada além do que um estágio embrionário e de experiência inconsciente para o surgimento da Web 2.0. A capacidade da rede mundial de computadores de disponibilizar conteúdos de forma eficiente e democrática não seria possível dentro do modelo anterior, uma vez que não tinha na interatividade o foco principal.

A experiência iniciada em 2004, com o surgimento da Web 2.0, revoluciona o comportamento do usuário levando-o a condição de elemento central na construção de conteúdos, delegando a ele um papel social importante enquanto "construtor" e capaz de transformar a realidade apresentada o que, invariavelmente, poderá provocar alterações no contexto social ao qual se insere. Desta forma, atribui ao usuário, antiga figura passiva, compromissos e até responsabilidades em relação ao material informativo apresentado inicialmente. O resultado é um conteúdo aprimorado e ampliado à medida que cada consumidor, agora transformado em elemento ativo na composição do material, pode, a qualquer tempo, contribuir com seus conhecimentos.

Esta interatividade e facilidade na comunicação quebra os modelos tradicionais de consumo da informação e de conteúdos, permitindo uma profunda alteração no controle da informação, antes restrita a minoria. A Web 2.0 permite a democratização na construção de conteúdos, oriundos das diferentes correntes de pensamentos e classes sociais. E este é um processo sem volta.